Moçambique e UE assinam acordos de 178 M€ para impulsionar a energia limpa

A União Europeia (UE) e o Governo moçambicano assinaram quatro acordos no valor total de 178 milhões de euros, destinados a reforçar a parceria estratégica e impulsionar investimentos na transição sustentável de Moçambique. O acordo foi assinado nesta terça-feira (09), primeiro dia do Fórum de Negócios Moçambique – UE, que decorre em Maputo.

Após o acto de assinatura, o Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, presidiu à cerimónia de abertura oficial do Fórum, dando início a dois dias de diálogo e interacção entre representantes de governos, empresas, investidores e parceiros de desenvolvimento presentes no evento.

Na ocasião, o ministro da Reforma do Estado da República Portuguesa, em representação da União Europeia, Gonçalo Matias, destacou a parceria estratégica entre Moçambique e UE para um futuro comum assente na confiança, ambição partilhada e interesses mútuos de prosperidade.

“Hoje, ao lançarmos este Fórum, reafirmamos a nossa determinação em aprofundar esta parceria construída através do Global Gateway — a estratégia da Europa para investir em infra-estruturas resilientes, sustentáveis e de alta qualidade, ligando pessoas, economias e oportunidades. Esta é a promessa do Global Gateway — uma promessa de prosperidade partilhada, sustentabilidade e solidariedade”, afirmou Gonçalo Matias.

O Fórum de Negócios Moçambique – UE, assim como a RENMOZ 2026 — 5ª edição da Conferência Empresarial Renováveis em Moçambique, que terá lugar de 11 a 12 de Junho — posicionam Moçambique como um mercado estratégico para parceiros europeus.  Ambos eventos integram a Estratégia Global Gateway da União Europeia, que visa reforçar a cooperação público-privada para o desenvolvimento sustentável.

Através dos novos acordos, os 178 milhões de euros em investimentos e capacitação em sectores prioritários do Global Gateway irão contribuir para o aumento do acesso à electricidade (40 milhões de euros); acelerar a transição digital, com enfoque no aumento da participação das mulheres na economia digital (28 milhões de euros); apoiar empresas agrícolas e cadeias de valor sustentáveis (60 milhões de euros); garantir educação e competências que preparem os estudantes moçambicanos para um futuro digital e sustentável (50 milhões de euros).

Intervindo na cerimónia de abertura do Fórum, a directora-geral adjunta na Direcção Geral para as Parcerias Internacionais, Myriam Ferran, sublinhou a ambição do Global Gateway, destacando o Global Gateway uma proposta da Europa para o mundo, e muito particularmente para Moçambique. “É a nossa forma de dizer: não queremos apenas falar de investimento; queremos mobilizá-lo.”

 

(Foto DR)

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