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As comunidades afectadas pelo terrorismo em Cabo Delgado começam a recuperar a esperança e a reconstruir as suas vidas graças à implementação de projectos de geração de rendimento promovidos pela Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN), em parceria com o Fundo Global de Engajamento e Resiliência Comunitária (GCERF). Avaliado em quatro milhões de dólares norte-americanos, o programa está a fortalecer a coesão social e a reduzir a vulnerabilidade ao extremismo violento em seis distritos da província.
Trata-se do Projecto de Prevenção do Extremismo Violento no Norte de Moçambique, uma iniciativa que apoia deslocados internos e comunidades acolhedoras através do financiamento de pequenos negócios e actividades produtivas nos distritos de Pemba, Macomia, Quissanga, Chiúre, Ancuabe e Metuge.
As acções implementadas abrangem diversas áreas de actividade, nomeadamente carpintaria, alfaiataria, comércio, horticultura, construção civil, serviços de moto-táxi, pastelaria, barbearia, grupos comunitários de poupança e até iniciativas desportivas voltadas para a juventude.
Durante uma visita de monitoria às comunidades beneficiárias, o representante do GCERF em Moçambique, Manuel Sambo, afirmou que o projecto alcançou resultados encorajadores ao promover estabilidade económica e maior aproximação entre o Estado e as populações afectadas pela violência armada. Acrescentou ainda que o GCERF prepara um novo ciclo de investimento previsto para iniciar em 2027, incorporando experiências e licções recolhidas no actual programa.
Por sua vez, o técnico da área de projectos da ADIN, Constantino Mucavel, sublinhou que a iniciativa procura combater as causas sociais e económicas que favorecem a adesão ao extremismo violento, sobretudo entre os jovens afectados pelo conflito.
