Economia desacelera em 55 por cento no primeiro trimestre de 2026

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) aponta para uma desaceleração da actividade económica durante o primeiro trimestre do ano em curso.

A tendência, segundo a CTA foi influenciada pelo Índice do Ambiente Macroeconómico que registou uma redução de 62 por cento no último trimestre de 2025 para 55 por cento no primeiro de 2026, evidenciando um enfraquecimento das condições gerais de funcionamento da economia e aumento das preocupações do sector empresarial.

Os dados foram divulgados hoje, em Maputo, durante briefing económico sobre a dinâmica de negócio no primeiro trimestre de 2026 e análise da conjuntura actual.

Na ocasião, o presidente da CTA, Álvaro Massingue, referiu que esta conjuntura teve igualmente reflexos na capacidade de resistência das empresas.

“O Índice de Robustez Empresarial reduziu-se de 28 por cento para 26 por cento, sinalizando uma deterioração da resiliência empresarial face aos múltiplos choques económicos e operacionais observados ao longo do período”, disse.

De acordo com a CTA, esta evolução é explicada, em grande medida, pelos danos provocados pelas cheias em infra-estruturas produtivas, equipamentos e stocks empresariais, particularmente nas províncias de Gaza e Maputo, bem como pelas interrupções verificadas nas cadeias de abastecimento, que limitaram a circulação de pessoas e mercadorias, afectando simultaneamente o acesso aos insumos e a comercialização dos produtos finais.

“Apesar dos progressos alcançados em algumas variáveis macroeconómicas” a CTA refere que muitas empresas continuam a operar sob forte pressão, exigindo respostas coordenadas que reforcem a capacidade produtiva e a competitividade da economia nacional.

 

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