Chapo afirma que participação no Africa CEO Fórum abre novas oportunidades de investimento

O Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou ontem, em Kigali, que a participação de Moçambique na 13.ª edição do Africa CEO Forum 2026 permitiu reforçar parcerias estratégicas para impulsionar a industrialização, a digitalização e a captação de investimentos, destacando o papel do sector privado no desenvolvimento económico sustentável do país e do continente africano.

Falando em conferência de imprensa de balanço da sua participação no fórum realizado na capital ruandesa, o Chefe do Estado explicou que a presença moçambicana no evento serviu para consolidar contactos com líderes políticos e empresariais africanos e internacionais, num momento em que o país procura fortalecer as bases da sua independência económica e do crescimento sustentável.

Segundo o Chefe do Estado, o fórum afirmou-se como uma plataforma estratégica para o futuro económico de África, reunindo líderes políticos e empresariais em torno dos objectivos da União Africana e da Agenda 2063, com vista a impulsionar o investimento, a industrialização, a inovação, o comércio intra-africano e a criação de oportunidades para os jovens e mulheres, que considerou serem “a principal riqueza estratégica de África” e a maioria da população do continente.

No quadro das actividades desenvolvidas em Kigali, o Presidente Chapo manteve várias audiências com grupos de interesse e investidores internacionais para apresentar as potencialidades económicas de Moçambique, com enfoque nos sectores de energia, hidrocarbonetos, energias renováveis, logística, turismo, agricultura, industrialização e transformação digital.

Em conferência de imprensa, o governante destacou igualmente o encontro mantido com o homólogo ruandês, Paul Kagame, durante o qual ambos reafirmaram o compromisso de aprofundar os laços de amizade, solidariedade e cooperação entre os dois países.

Durante a sua estadia no Ruanda, encontrou-se ainda com representantes de grandes grupos económicos internacionais, incluindo Visa, com quem discutiu mecanismos de inclusão financeira e soluções digitais para melhorar a captação de receitas ligadas ao turismo e à tributação electrónica.

Mencionou também contactos com a Yango sobre soluções de transformação digital e inteligência artificial ajustadas à realidade africana.

No domínio financeiro, o estadista revelou que manteve conversações com o Fundo Soberano de Angola sobre a troca de experiências e a capitalização do futuro Banco de Desenvolvimento de Moçambique, recentemente aprovado pela Assembleia da República, prevendo que a instituição venha a ser financiada com recursos provenientes da indústria de hidrocarbonetos para apoiar a geração de riqueza nacional.

Concluindo o balanço da missão, o Presidente da República considerou que a participação no fórum foi “altamente positiva e estratégica”, defendendo uma maior aposta nas parcerias público-privadas e na criação de um ambiente favorável ao investimento.

“A nossa responsabilidade como sector público é acarinhar o sector privado, nacional e estrangeiro, removendo bloqueios e alterando a legislação se necessário para dinamizar os negócios”, afirmou, reiterando o compromisso do Governo em promover melhores condições de vida para os moçambicanos.

Imagem Presidência da República 

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